Eu Moro em uma casa-container

Sou Felipe Savassi, hoje moro em uma casa-container.
Mineiro de 37 anos, sou arquiteto e urbanista e a mais ou menos um ano resolvi dar uma virada na minha vida. Criei coragem, sai da minha zona de conforto e fui atrás de uma rotina que me fizesse verdadeiramente feliz.
De BH trouxe mais do que roupas, móveis e saudades dos amigos, trouxe um coração aberto pra viver um monte de coisas novas junto com minha família. 
Dezembro de 2015, chegamos em Florianópolis: eu, Lucy e Chica (nossa golden). Recomeçar é sempre um desafio. Escolher um bom lugar pra morar, fazer amigos, conquistar novos clientes, tudo isso dá aquele frio na barriga…
Com dois meses de cidade nova, conheci o HAB WORK CLUB, um espaço de coworking com uma vista incrível para Lagoa da Conceição. Pronto, quero uma mesa aqui. A semana era de carnaval, mas a empolgação era tanta que já queria começar a trabalhar. 
Logo no primeiro dia fui recebido pela arquiteta e proprietária Lívia Ferraro, uma das pioneiras em trabalhar com o inspirador conceito de casa-container.  Apesar da minha forte relação com arquitetura sustentável, foi aqui em Floripa, dividindo o mesmo espaço de trabalho com a Ferraro Habitat, que tive a oportunidade de me aproximar ainda mais desse conceito. Logo veio o primeiro convite: um Resort em containers na Bahia. 
Com tamanha sinergia de propósitos, novas parcerias aconteceram e hoje faço oficialmente parte da equipe Ferraro. De lá pra cá as afinidades foram tantas que nos tornamos muito mais que colegas de trabalho, eu e Lívia nos tornamos irmãos. 
Mas a tal história de morar num container, lembra? O mês era agosto, o ano 2016 e eu tinha um plano: vender o carro e investir a grana em uma casa-container para alugar na temporada, afinal moro onde muita gente passa férias!
O que não estava previsto era que eu me apaixonasse pela casa depois de pronta. 
Assim nasceu a CASA BRISE: noites projetando, busca o melhor container, escolhe o terreno, transporta, instala janela, deck, coloca prateleira, pinta roda pé, decora, capricha no jardim. Dessa vez minha alma virginiana não teve espaço pra dúvida, estava certo de onde queria morar. Conversei com a Lu, que também não pensou duas vezes, embarcou em mais essa comigo. 
E no meio disso tudo isso a família cresceu, seja bem vindo Aufredo (nosso boxer)! Depois de muitas indas e vindas, a Jandira, nossa guerreira caminhonete, deu conta de levar todas as nossa tralhas. Assim começou um ciclo de alegria e gratidão diários, de estar no lugar que eu gostaria de estar, com as pessoas que gostaria de estar. 
E se você chegou até o final dessa história, entenda que contar a minha experiência é só um pretexto para impulsionar a mudança dentro de você, é uma sútil contribuição pra te levar a pensar: o que realmente faz sentido pra você? Acredite, o universo costuma ser muito generoso com quem tem coragem.
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